Parábolas
- ilustrações sobre parábolas

Definição de Parábolas de C.H. Dodd
C.H. Dodd definiu parábolas assim: “Na sua forma mais simples, a parábola é uma metáfora ou símile tirado da natureza ou a vida comum, chamando a atenção do ouvinte pela sua forma vívida ou estranha, e deixando a mente em dúvida suficiente sobre sua aplicação exata para levá-la ao pensamento ativo.”
– C.H. Dodd, As Parábolas do Reino (The Parables of the Kingdom), London: Nisbet & Co. 1935 p. 16.


Craddock sobre parábolas
A palavra “parábola”, da palavra Grega parabole, significa literalmente, “aquilo que é jogado ao lado”, implicando uma comparação, uma analogia, uma elaboração ou uma ilustração.
– Fred B. Craddock Comentário de Lucas (Luke), Louisville: John Knox Press, 1990, p. 108.


Parábolas e a verdade
Se para algo ser verdadeiro tem que ser histórico (ou seja tem que ter realmente acontecido) então as parábolas ensinariam mentiras. As parábolas, embora não relatando eventos históricos, ainda contém e comunicam verdades importantes. Para algo ser verdadeiro não tem que ser histórico.
– Dennis Downing (inspirado num comentário de F.D. Bruner no seu comentário de Mateus “The Christbook”).


Porque nem todo mundo gosta de parábolas
A parábola coloca um dever no ouvinte que não é intelectual; ela chama a mente para pensamento ativo. O ouvinte tem uma sensação do estranho numa narrativa conhecida, e alguma interpretação é não somente bem vinda, mas, necessária. O ouvinte assim se torna um participante ativo na comunicação e começa a oferecer interpretações. Porque a parábola gera significados pelos quais o ouvinte assume responsabilidade, parece uma forma literária bastante apropriada para a comunicação do Evangelho, uma vez que cada ouvinte precisa assumir responsabilidade pela fé dele ou dela. Assim é fácil compreender porque parábolas não são usadas por oradores que queiram controlar os ouvintes, dizendo a eles exatamente o que devem pensar e fazer, e porque parábolas não são bem vindas por pessoas que querem ouvir exatamente o que devem pensar, acreditar e fazer. Controle é perdido e participação é obtido no uso de parábolas, porque parábolas precisam ser interpretadas.
- Fred B. Craddock Comentário de Lucas (Luke), Louisville: John Knox Press, 1990, pp. 108-109.


01/08/07